A definição veio após o Rally do Chile, etapa em que Virves terminou em segundo lugar e ampliou a pontuação suficiente para eliminar a única ameaça restante na briga pelo campeonato. Teemu Suninen era o único competidor com chance matemática de tirar o título, mas saiu da prova 41 pontos atrás e sem possibilidade de recuperação.
A campanha do novo campeão foi sustentada por uma sequência de quatro vitórias consecutivas ao longo da temporada, resultado que o colocou em posição de controlar a disputa mesmo sem vencer no Chile. O segundo lugar naquela prova acabou tendo peso decisivo dentro da conta do campeonato.
Como o regulamento definiu a disputa
No WRC2, os competidores somam os seis melhores resultados de um total de até sete eventos disputados. Esse formato passou a ser determinante no cenário do campeonato e ganhou ainda mais importância com a saída do Rally da Arábia Saudita da programação, fator que contribuiu para a confirmação antecipada do título de Virves.
Ao comentar a situação, Virves evitou polemizar com a forma como a disputa foi encerrada. “Fica uma situação estranha, mas as regras não são feitas por mim”, disse o campeão. Depois, resumiu a leitura dele sobre o caso: “Você só precisa seguir as regras”.
Título também marca Škoda e Estônia
A conquista de Virves e Viilo também encerra um intervalo da Škoda na categoria. Este é o primeiro título da marca no WRC2 desde a campanha de Andreas Mikkelsen, em 2023.
O campeonato de 2026 ainda entra para a história por outro motivo: é o primeiro título de um piloto estoniano no WRC2. A taça fica com Virves e Viilo antes mesmo da 14ª e última etapa do Mundial, já que a diferença aberta após o Chile não pode mais ser revertida dentro das combinações restantes da tabela.