“Não acho que a Fórmula 1 já tenha visto uma taxa de desenvolvimento tão bem-sucedida quanto a de 2026”, disse Stella ao analisar o cenário da temporada.
A avaliação aparece em um campeonato de oscilações claras entre as equipes. A McLaren levou uma grande atualização para a etapa da Hungria e viu Lando Norris vencer corridas na Hungria e na Holanda. Depois de Madri, porém, a equipe perdeu terreno no Azerbaijão e na Malásia, enquanto a Red Bull Racing avançou com o RB22.
Regulamento de 2026 amplia espaço para encontrar desempenho
Na leitura de Stella, a explicação para essas mudanças constantes está na combinação entre o pacote técnico de 2026 e a capacidade das equipes de transformar peças novas em ganho real de tempo de volta. Em vez de uma hierarquia estável, o campeonato vem mostrando trocas de força de uma etapa para outra.
O chefe da McLaren também evitou cravar leituras definitivas sobre os rivais a partir de uma única atualização ou de um único fim de semana. “Quando se trata de julgar as atualizações de alguém, você sempre precisa ser muito respeitoso e prudente”, afirmou.
Malásia entra na conta com condições fora do padrão
Stella destacou ainda que os resultados mais recentes precisam ser observados com cuidado, especialmente no caso da Malásia. Segundo ele, condições excepcionais naquele fim de semana dificultam uma comparação direta entre os carros e reduzem a segurança de qualquer conclusão imediata sobre qual pacote funcionou melhor.
“Houve algumas condições excepcionais, que fazem a avaliação do desempenho dos carros depender de observarmos mais adiante”, disse o dirigente.
Entre os fatores citados para esse cuidado estão os níveis elevados de refrigeração exigidos pelas altas temperaturas, um aspecto técnico que influenciou a leitura do desempenho. Por isso, a McLaren trata com reserva tanto a própria perda de terreno nas provas mais recentes quanto a eficácia das atualizações levadas por outras equipes.