A avaliação de Stella ajuda a explicar por que a equipe ainda não conseguiu extrair de forma consistente o potencial do carro, mesmo em fins de semana competitivos. Segundo ele, há uma característica clara no comportamento do MCL40: o modelo funciona melhor em trechos de alta velocidade, mas encontra mais dificuldade nas curvas de baixa.
Chefe da McLaren detalha limitação do carro
Ao comentar o estágio atual do projeto, Stella disse: “Eu acho que o carro deste ano ainda é, digamos, um projeto imaturo”.
Na parte técnica, o dirigente resumiu a principal tendência do carro da McLaren ao afirmar que “os carros naturalmente funcionam melhor em trechos de alta velocidade”. Dentro desse quadro, a equipe tem lidado com um déficit de desempenho em curvas de baixa velocidade, ponto citado como uma das limitações do MCL40.
O tema aparece em meio às comparações de desenvolvimento com rivais como Mercedes e Ferrari, em um cenário em que a McLaren tenta sustentar a disputa por resultados fortes sem perder terreno no campeonato.
Pole de Norris não alterou leitura interna
Stella também citou a pole de Lando Norris na Espanha como um exemplo que não muda a análise mais ampla sobre o carro. Na visão do chefe da McLaren, o resultado foi “uma exploração bastante única” do potencial do MCL40, e não necessariamente um retrato fiel de uma competitividade reproduzível em qualquer pista.
A fala indica que a equipe vê picos de performance como algo ainda muito dependente das características do traçado e da capacidade de encaixar o acerto ideal, especialmente enquanto busca reduzir a vulnerabilidade do carro em baixa velocidade.
Além da posição no campeonato, a McLaren trata o momento com a pressão de equilibrar o trabalho no carro atual e os projetos ligados a 2025 e 2026, enquanto tenta manter a briga por dois títulos sem considerar o MCL40 um pacote totalmente amadurecido.