Fórmula 1

Steiner concorda com teoria de Hamilton sobre perda de ritmo da Ferrari

Guenther Steiner considerou plausível a explicação levantada por Lewis Hamilton para a perda de desempenho da Ferrari na classificação recente, depois de a equipe aparecer forte no Treino Livre 3 e ficar abaixo da expectativa no momento decisivo. A Ferrari era apontada como candidata à pole, mas Charles Leclerc e Hamilton largaram apenas em quarto e quinto.

Steiner concorda com teoria de Hamilton sobre perda de ritmo da Ferrari
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Após a sessão, Hamilton estranhou a diferença de rendimento em relação aos rivais, sobretudo nas retas. Segundo o heptacampeão, o carro parecia competitivo no Treino Livre 3, mas Mercedes e Red Bull foram mais rápidas nos trechos de aceleração na classificação.

Hamilton resumiu a suspeita da seguinte forma: “Esses caras devem estar aumentando [o motor] naquela última parte do Q3, porque de onde saiu aquele tempo?”

Steiner vê lógica na desconfiança de Hamilton

Steiner, ex-chefe da Haas, disse concordar com a linha de raciocínio do britânico. Para ele, a oscilação entre treinos e classificação ajuda a explicar por que a Ferrari frequentemente chega cercada de expectativa e depois não confirma o mesmo nível de performance.

“Tenho a sensação de que os outros guardam alguma coisa antes de entrar na classificação”, afirmou Steiner. Em seguida, acrescentou: “A expectativa com a Ferrari é sempre mais alta com base no que ela mostra nos treinos livres.”

A leitura de Steiner, porém, aparece no campo da percepção, não de um dado conclusivo. A própria suspeita levantada por Hamilton sobre os rivais esconderem desempenho na classificação não vem acompanhada de comprovação objetiva.

Déficit de reta e limite de evolução do motor entram na discussão

O debate sobre o desempenho da Ferrari também passa pelo comportamento da unidade de potência. As dificuldades da equipe com o motor já eram conhecidas, e os números de velocidade de reta reforçaram essa impressão: Leclerc só foi mais rápido do que os carros da Aston Martin na medição de speed trap.

Esse cenário ganha peso porque o sistema ADUO da Fórmula 1 dá à Ferrari duas oportunidades de atualização do conjunto em 2026 e 2027. Enquanto a discussão sobre a origem da perda de desempenho segue aberta, Leclerc ao menos conseguiu reagir na corrida e terminou em segundo lugar.

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Redação F1 Racing Mania

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