Câmara ganhou força na disputa depois de testes em carros da categoria e da campanha consistente que faz na Fórmula 2. Ligado à Ferrari desde 2021, o brasileiro também se encaixa em um contexto favorável dentro da Haas, que utiliza unidade de potência e outros componentes da fabricante italiana.
Ligação com a Ferrari pesa no cenário da vaga
A permanência de Fernando Alonso na Aston Martin ajudou a reduzir as possibilidades de efeito cascata no mercado e manteve a Haas como o principal foco da definição que restava para 2027. Entre as equipes, ela é a única com uma vaga oficialmente disponível para a próxima temporada.
No caso de Câmara, a conexão com a Ferrari é um ponto central. Além de integrar a Ferrari Driver Academy desde 2021, ele disputa espaço em uma equipe que trabalha com unidade de potência da marca e também recebe outros componentes. O próprio piloto já indicou qual é sua meta para o próximo passo da carreira: “Estar pronto para chegar à F1 em 2027”.
Haas ainda evita cravar o nome do substituto de Ocon
Apesar do favoritismo atribuído a Câmara, a Haas não oficializou a escolha. Após anunciar a saída de Ocon, a equipe afirmou que “não haverá novas notícias sobre pilotos neste momento”.
Outros nomes foram considerados para a vaga. Leonardo Fornaroli, ligado à academia da McLaren, e Rio Hirakawa, apoiado pela Toyota, aparecem entre os pilotos observados pela Haas. Também há a indicação de que a equipe tem margem dentro do teto orçamentário, enquanto a definição do assento pode passar não só por desempenho esportivo, mas também por acordos comerciais.
Em entrevistas recentes, Câmara comentou a adaptação necessária aos carros da Fórmula 1 depois de testar um Ferrari e resumiu a experiência de forma direta: “Quase outro esporte”.