O próprio Verstappen explicou a escolha. “Eu queria fazer um long run caso chovesse”, disse. A opção acompanhou uma tendência mais ampla do paddock, já que várias equipes priorizaram simulações de corrida para não perder referências importantes caso a atividade seguinte fosse prejudicada pelas condições climáticas.
Além da chuva, o comportamento dos pneus virou o principal ponto técnico do dia. Os tempos de volta ficaram quatro segundos e meio acima do esperado, em um cenário em que o desgaste apareceu como fator central para a definição das estratégias.
Red Bull colocou o stint longo acima do resto do programa
Pierre Wache, diretor técnico da Red Bull, afirmou que a equipe não quis sacrificar a parte mais importante do trabalho de sexta. “Não queríamos comprometer o long run, que é o mais importante”, declarou.
Segundo ele, a degradação observada foi alta, na faixa de dois ou três décimos por volta. Esse quadro aumentou o peso das simulações de corrida, especialmente porque a pista exigiu controle fino do comportamento dos pneus ao longo das voltas, e não apenas desempenho imediato em uma tentativa rápida.
Superfície da pista complicou gestão dos pneus
Simone Berra, engenheira-chefe da Pirelli, apontou a superfície do circuito como um elemento crítico para explicar o cenário visto na pista. “A degradação foi bastante significativa, alta”, afirmou.
Berra também detalhou a dificuldade no acerto: “É muito complicado porque você deve proteger ambos os eixos.” Na prática, as equipes precisaram administrar ao mesmo tempo as temperaturas dos pneus traseiros e dianteiros, sem margem para concentrar toda a atenção em apenas uma das extremidades do carro.
Outro ponto que amplia a incerteza é a falta de dados do C2, o composto mais duro disponível neste fim de semana. Sem referência consolidada desse pneu para a corrida, a Pirelli ainda via o quadro em aberto. “Tudo está em jogo no momento”, resumiu Berra.