“As condições da pista estão falando mais alto do que nossas atualizações”, disse Russell ao comentar o início das atividades da Fórmula 1 em Sepang.
Ferrari muda prioridade e mira ritmo de corrida
Na Ferrari, o trabalho de pista também passou por um ajuste de foco. Fred Vasseur, chefe da equipe, afirmou que a característica de Sepang exige uma abordagem mais voltada para o ritmo de corrida por causa da alta degradação dos pneus, descrita como diferente da encontrada nas pistas anteriores.
“Precisamos mudar um pouco o foco e nos concentrar muito mais no ritmo de corrida”, afirmou Vasseur.
Além do desgaste elevado dos pneus, a Ferrari vinha de dificuldades de aderência na etapa anterior. Nesse contexto, a equipe também precisou fazer mudanças na configuração aerodinâmica para melhorar esse ponto. Vasseur lembrou que o time já previa um fim de semana complicado anteriormente e avaliou que, naquele cenário, o resultado de classificação não tinha sido ruim. “Sabíamos antes de ir para Baku que não seria um dos finais de semana mais fáceis”, disse o chefe da Ferrari. Sobre o desempenho em classificação, acrescentou: “Não é um resultado ruim em si, pelo menos na classificação.”
Treino Livre 1 e Treino Livre 2 mostram quadro ainda em aberto
Os primeiros treinos em Sepang indicaram um cenário ainda sem leitura definitiva. Max Verstappen foi o mais rápido no Treino Livre 1, enquanto Charles Leclerc fechou o Treino Livre 2 na frente. Mesmo assim, a volta de Leclerc não foi suficiente para superar a melhor marca registrada por Verstappen na sessão anterior.
Esse quadro ajuda a explicar por que parte do trabalho das equipes foi direcionada menos para a volta rápida e mais para entender o comportamento dos pneus ao longo dos stints. Em uma pista com degradação alta, a gestão do ritmo de corrida ganhou peso na preparação da Ferrari, enquanto a Mercedes ainda tenta separar o efeito real de suas atualizações da influência direta das condições de pista em Sepang.