Allan McNish, diretor de corridas da Audi, afirmou que a falha apareceu no momento final do trabalho de pista. “Literalmente na última volta cronometrada, ele teve um pequeno problema no câmbio”, disse o dirigente, ao explicar por que a equipe decidiu parar o carro.
Bortoleto também minimizou o impacto esportivo da pane. “Foi um dia interessante e, felizmente, o problema que tivemos no fim do Treino Livre 2 não nos custou tempo”, afirmou o piloto da Audi, que agora vai revisar os dados coletados ao longo da sessão.
Audi concentrou o trabalho em simulações de corrida
Antes da interrupção, a Audi dedicou boa parte do Treino Livre 2 a simulações de corrida com Bortoleto e Nico Hulkenberg. O foco da equipe esteve menos em voltas isoladas e mais na coleta de referências para stints mais longos, em um dia marcado por condições exigentes de pista.
O asfalto chegou a 62°C, a maior temperatura registrada em um treino da Fórmula 1 nesta temporada até aqui. Hulkenberg, companheiro de equipe de Bortoleto, resumiu o dia dizendo: “Cumprimos o programa e coletamos muitas informações.”
Escapada não teve relação com o problema e chuva entra no radar
McNish também descartou ligação entre a escapada de Bortoleto na curva 3 e a falha no câmbio. “Para ser sincero, não houve problema nenhum ali”, afirmou o diretor de corridas da Audi sobre o lance anterior à parada do carro.
Além da análise do componente, a equipe já trabalha com a possibilidade de mudança nas condições para a sequência das atividades. Há previsão de chuva forte para a classificação, cenário citado por McNish ao falar sobre o comportamento do clima. “Quando chove aqui, chove de verdade”, disse.
Bortoleto afirmou que o próximo passo da Audi será examinar os dados reunidos no treino para tentar evoluir o acerto do carro. “Vamos analisar os dados e tentar avançar um pouco para amanhã.” McNish acrescentou que a equipe segue na disputa por pontos no restante do fim de semana.