Questionado sobre essa leitura, o piloto da Mercedes foi direto: “Não, eu não acho isso”. A fala contraria a opinião de Verstappen, que definiu os carros atuais dizendo que “esses carros são insensíveis às ações do piloto”.
Comparações entre pilotos ajudam a explicar a divergência
O argumento de Verstappen passa pelos resultados recentes dentro do próprio grid. Lawson ficou 0s115 atrás dele na classificação do GP da Holanda, enquanto Tsunoda terminou em 10º no GP da Itália em sua segunda participação com um carro de 2026. Além disso, Lawson e Isack Hadjar também têm andado perto dos tempos do piloto da Red Bull em corridas recentes.
Russell, porém, avalia o cenário de outra forma. Segundo o piloto da Mercedes, esta temporada tem mostrado variações importantes de adaptação entre nomes de ponta do grid. Ao comentar esse comportamento, ele resumiu: “Esta temporada tem sido estranha”.
Na visão de Russell, essas diferenças aparecem quando se observa a queda de rendimento de Oscar Piastri em comparação com o ano passado, além do contraste entre Charles Leclerc e Lewis Hamilton nesta temporada. O piloto também se considera mais confortável com os carros da era do efeito solo usada entre 2022 e 2025.
Adaptação ao regulamento segue no centro do debate
O contexto técnico ajuda a explicar o debate. Os carros do ciclo anterior exigiam uma pilotagem mais estável e frenagens mais antecipadas, algo que influenciava diretamente o estilo de cada piloto. Com o regulamento de 2026, Russell entende que a questão central continua sendo a adaptação individual, e não uma suposta neutralização completa da diferença entre os pilotos.
Esse ponto também aparece quando se olha para Hamilton, citado por Russell como um caso de desempenho melhor com os carros de 2026 do que com a geração anterior.
































