O desenho do circuito impõe uma exigência clara de acerto. A pista foi descrita como um traçado que pede um carro equilibrado para lidar tanto com as zonas rápidas quanto com os setores mais travados. Ao mesmo tempo, os muros ficam próximos em boa parte do percurso, acrescentando um elemento constante de precisão para os pilotos.
La Monumental vira ponto de destaque no novo traçado
Entre os trechos mais marcantes do Madring está a curva 12, batizada de La Monumental. O ponto chama atenção pela inclinação de 24%, um dos elementos mais particulares do novo circuito espanhol.
O traçado também inclui setores identificados como Hortaleza e El Búnker, nomes que ajudam a formar a identidade do circuito em sua chegada à F1. Dentro de um desenho com partes urbanas e zonas de velocidade mais alta, esses setores se somam a uma volta com perfis bem distintos entre si.
Acerto do carro deve ser ponto central na adaptação ao circuito
A combinação entre muros próximos, trechos rápidos e seções técnicas coloca o acerto do carro entre os temas centrais da adaptação ao Madring. Em um mesmo giro, as equipes terão de buscar equilíbrio para não perder desempenho nas retas e, ao mesmo tempo, manter controle em áreas mais travadas do traçado.
Do lado dos pilotos, o nível de comprometimento exigido por uma pista com esse perfil foi resumido por Bortoleto. “Se tiver medo, está na profissão errada”, afirmou.
Além da extensão, do número de curvas e da inclinação de La Monumental, a corrida no Madring já chega com uma característica definida: será disputada em um circuito que mistura trechos urbanos com partes rápidas, sem abrir mão de setores técnicos ao longo da volta.