“Recebi o diagnóstico de concussão depois da batida em Loudon”, disse Herbst. Segundo ele, o problema começou no acidente em New Hampshire, quando bateu no muro após um toque de Michael McDowell. Depois do impacto inicial, o carro ainda sofreu um segundo contato, desta vez com Connor Zilisch.
Sintomas oscilaram entre a liberação e o dia da corrida
Herbst relatou que a recuperação foi marcada por sintomas intermitentes, o que dificultou prever se estaria apto para competir em Daytona. “Passei em todos os testes na semana que antecedeu Daytona”, afirmou o piloto, ao explicar por que conseguiu seguir com a programação até a classificação.
A mudança veio no próprio fim de semana da corrida. “Acordei no sábado de manhã me sentindo realmente muito mal”, afirmou. Ele também descreveu a dificuldade de lidar com esse tipo de quadro: “Concussões são um problema de saúde muito estranho”.
Mesmo com a aprovação nos exames antes da viagem e com a vaga garantida no grid por meio da classificação, Herbst entendeu que não tinha condições de alinhar para a prova. “Foi um processo difícil, mas acho que todos nós fizemos a coisa certa”, declarou.
Simulador não reproduziu os sintomas
Enquanto segue o acompanhamento da recuperação, Herbst disse que vem usando o simulador da Toyota Racing Development sem apresentar sintomas. O dado ajuda a explicar por que sua condição foi difícil de medir nos dias anteriores à corrida: segundo o próprio piloto, os sintomas iam e voltavam, sem um padrão claro.
A combinação entre testes aprovados durante a semana, atividade no simulador sem desconforto e piora no sábado fez com que a decisão fosse tomada apenas no dia da corrida, depois de ele já ter participado das atividades oficiais em Daytona.
Fora da pista, Herbst também anunciou sua ida para a Legacy Motor Club para a temporada 2027 da NASCAR Cup.