Ao explicar a decisão, o brasileiro disse que queria inicialmente o 5, mas encontrou o número já ocupado. “A primeira opção era o 5, mas, obviamente, o Gabi [Gabriel Bortoleto] já está usando”, afirmou. Em seguida, resumiu o motivo da escolha final: “Então vai ser o 50, porque meu aniversário é em 5/5/2005.”
Número foi sugestão do pai e será fixo na categoria
O número 50 foi sugerido pelo pai de Câmara e passará a ser sua numeração fixa na Fórmula 1. Com isso, ele será o primeiro piloto a adotar o 50 de forma permanente na era atual da categoria, em que os competidores escolhem um número para usar ao longo da carreira.
O dado não significa que o 50 seja inédito na história da Fórmula 1. O número já apareceu antes em outras circunstâncias: Rupert Keegan correu com ele no GP da Grã-Bretanha de 1980, e Oliver Bearman também o utilizou em participações pontuais pela Haas e pela Ferrari. A diferença é que, no caso de Câmara, o 50 será sua identificação fixa a partir da estreia.
Troca marca mudança em relação à temporada atual da Fórmula 2
Na temporada atual da Fórmula 2, Câmara corre com o número 1. Na passagem para a Fórmula 1, porém, a combinação que ele pretendia primeiro não estava disponível, o que levou à escolha de outro numeral com ligação pessoal.
A definição também coloca Câmara em um grupo raro dentro do sistema atual de numeração da categoria, já que nenhum outro piloto havia registrado o 50 como número permanente. Antes dele, as aparições mais recentes desse numeral na Fórmula 1 tinham acontecido apenas em participações esporádicas, como no caso de Bearman.