A discussão ganhou peso porque Ferrari, Red Bull e McLaren já usaram esse conceito nesta temporada. Na leitura da Mercedes, o principal atrativo do dispositivo é a redução de arrasto, mas esse benefício vem acompanhado de uma perda de pressão aerodinâmica quando o sistema está aberto.
Mercedes estudou a peça com antecedência, mas segurou o investimento
Simone Resta, vice-diretor técnico da Mercedes e ligado ao desenvolvimento do aerofólio, afirmou que a solução não surgiu agora dentro da equipe. “Provavelmente vou revelar algo que ainda não tínhamos compartilhado: esse tipo de aerofólio estava na nossa prancheta havia mais de um ano”, disse.
O ponto central da decisão foi o balanço entre vantagem em reta e prejuízo aerodinâmico. Segundo Resta, “ele traz claramente um benefício na redução de arrasto, mas também reduz a pressão aerodinâmica sempre que o sistema está aberto”.
Esse compromisso técnico fez a Mercedes entender que, naquele estágio do projeto, não valia a pena direcionar recursos para a solução. A equipe, portanto, optou por não seguir adiante com o aerofólio, mesmo com rivais já explorando o conceito ao longo da temporada.
Equipe não considera a decisão definitiva
A posição da Mercedes, porém, não é tratada como encerrada. Resta indicou que a análise pode ser reaberta mais adiante, caso o desenvolvimento do carro mude a relação entre benefícios e perdas do dispositivo. “Essa conclusão não é necessariamente definitiva, e podemos revisitar isso”, afirmou.
A possibilidade de reavaliar o “Macarena” coloca o tema de volta no desenvolvimento aerodinâmico da equipe para 2026, especialmente em um cenário em que concorrentes diretos já colocaram a solução em uso na pista.
Enquanto mantém essa alternativa em estudo, a Mercedes vem de um pódio com Kimi Antonelli, terceiro colocado em Singapura, atrás de Max Verstappen e Charles Leclerc.