Depois da sessão, Verstappen relatou que a falta de desempenho apareceu ao longo de todo o classificatório. “Faltou velocidade durante todo o classificatório, até em comparação com o meu companheiro de equipe”, afirmou. Na sequência, apontou o defeito que comprometeu o carro: “O motor não estava funcionando direito; esse foi o problema”.
Red Bull confirma falha no carro durante o Q3
O chefe da Red Bull, Laurent Mekies, confirmou que o carro de Verstappen teve uma pane mais séria justamente no momento decisivo do classificatório. “Tivemos um problema maior no carro do Max”, disse Mekies. Segundo ele, o defeito teve efeito direto no resultado: “Isso arruinou o classificatório do Max”.
Os dados de velocidade ajudam a dimensionar a perda de rendimento. No Q2, Verstappen chegou a 323 km/h, mas no Q3 sua máxima caiu para 318 km/h. No mesmo treino, Isack Hadjar registrou 321 km/h e garantiu a quarta posição com volta em 1:43.500.
Números da sessão e punições alteram o grid
Além da falha no carro de Verstappen, o grid também sofreu mudanças por penalidades aplicadas após o classificatório. Carlos Sainz recebeu perda de cinco posições por não reduzir a velocidade sob bandeira amarela, enquanto Sergio Perez foi punido com três posições por atrapalhar Oscar Piastri.
Timo Glock, ex-piloto de Fórmula 1 que analisou a sessão, avaliou que havia margem para Verstappen conseguir um resultado melhor sem o problema técnico. “Tinha muito mais ali para o Max”, afirmou. Glock também comentou a reação de Mekies após a atividade: “O Mekies também parecia muito tenso”.
A diferença de velocidade entre Verstappen e Hadjar no classificatório reforça o impacto da falha no carro da Red Bull na parte final da sessão decisiva: foram 318 km/h para Verstappen no Q3 contra 321 km/h do rival que largará em quarto.