Ocon é formado pela academia de pilotos da Mercedes e estreou na categoria em 2016, pela Manor. No ano seguinte, seguiu para a Force India, equipe que depois passou a se chamar Racing Point e, mais tarde, Aston Martin. Após perder o assento com a mudança de comando da equipe, ele ficou um ano como reserva antes de voltar ao grid com o apoio de Wolff e da Mercedes, desta vez pela Renault, rebatizada depois como Alpine.
Receio da Mercedes era sobre a convivência interna
Na avaliação de Wolff, colocar Ocon ao lado de Hamilton poderia criar um ambiente difícil de administrar dentro da equipe. Ao explicar a escolha feita na época, o diretor da Mercedes resumiu a preocupação de forma direta: uma dupla Hamilton/Ocon seria “combustível demais”.
O retrospecto de Ocon ajuda a explicar essa leitura. Durante o período na Force India e na Racing Point, ele se envolveu em cinco colisões com Sergio Perez. Mais tarde, também teve um desentendimento com Fernando Alonso na Alpine e acumulou incidentes com Pierre Gasly e Oliver Bearman.
Carreira teve resultados, mas também desgaste nas equipes
Mesmo com esse histórico, Ocon construiu momentos relevantes na categoria. Ele venceu uma corrida pela Alpine em 2021 e soma quatro pódios na Fórmula 1. Ao todo, são 490 pontos em 198 GPs disputados, com média próxima de 2,5 pontos por corrida.
Ao longo da carreira, porém, diferentes equipes também registraram dificuldade de convivência em momentos de pressão. Haas e Alpine notaram que Ocon se torna defensivo quando enfrenta fases mais complicadas. Na Haas, ele acabou perdendo o assento depois de uma confrontação com Ayao Komatsu no México.