A medida libera recursos extras de resfriamento para os pilotos durante a etapa. Entre eles está o colete de refrigeração, além de outros sistemas avançados que podem ser usados pelas equipes. O procedimento foi introduzido na temporada de 2025 e, nesta etapa, foi acionado com base no artigo B1.5.10 do regulamento da Fórmula 1.
O que muda com o alerta de calor
A decisão da FIA foi formalizada antes das atividades de pista. Rui Marques, diretor de prova da entidade, resumiu a medida ao comunicar que “foi declarado um alerta de calor”, a partir da previsão do Serviço Meteorológico Oficial.
Com o protocolo em vigor, os pilotos poderão usar o colete de refrigeração ou, alternativamente, adicionar 0,5 kg de lastro ao carro. A utilização do colete chegou a ser planejada como obrigatória, mas a exigência foi adiada depois de questionamentos levantados pelos próprios pilotos.
O novo protocolo vale para uma etapa em que a corrida está marcada para 15h no horário local, 10h de Brasília, justamente no período de maior incidência de calor. A previsão para o domingo aponta temperatura ambiente próxima de 33°C.
Calor no cockpit segue no centro das discussões
George Russell, diretor da Associação dos Pilotos de Grande Prêmio (GPDA), tratou do equipamento e das condições enfrentadas dentro dos carros. Sobre o colete, afirmou: “É a primeira vez que ele é obrigatório.” Em relação ao ambiente no cockpit, descreveu: “Lá dentro vira uma sauna.”
O debate sobre resfriamento ganhou espaço porque, em condições severas, a temperatura no carro pode subir muito além da registrada no ambiente. A referência usada nas discussões sobre o tema indica índice de calor acima de 31°C para a ativação do alerta, enquanto o interior do cockpit pode alcançar marcas muito superiores durante a prova.