A ascensão de Palou ganhou forma de maneira mais clara a partir de 2020, temporada em que começou a se firmar entre os principais pilotos da categoria. De lá para cá, os resultados transformaram o espanhol em um dos grandes nomes da Indy, sustentado por desempenho constante e por uma adaptação acima da média aos diferentes tipos de pista do calendário.
Parceria com a Ganassi virou base da sequência de títulos
Um ponto central nessa escalada foi a parceria com a Ganassi, iniciada em 2021. A partir dessa combinação, Palou construiu a fase mais vitoriosa da carreira e consolidou uma sequência que agora o coloca em posição de destaque histórico dentro da categoria.
Mike Hull, diretor da Ganassi, já havia apontado na estreia do piloto uma característica que ajudaria a explicar esse salto. Segundo ele, Palou tem “uma capacidade incomum de extrair desempenho de um carro”. A avaliação resume um traço que acompanhou a evolução do piloto desde a chegada à Indy e que foi decisivo para a coleção de títulos.
Desempenho em todos os tipos de pista colocou espanhol entre os maiores
Além da contagem de campeonatos, o peso da trajetória de Palou também passa pelo perfil técnico. Ele é considerado fenomenal em circuitos mistos, bom em traçados urbanos e muito bom em ovais, um conjunto raro em uma categoria que exige competitividade em cenários bastante diferentes ao longo da temporada.
Esse repertório ajudou Palou a deixar o anonimato para trás rapidamente e a se estabelecer, desde 2020, como um competidor capaz de disputar vitórias e campeonatos em qualquer contexto. A regularidade em pistas de características tão distintas foi um dos fatores que sustentaram sua permanência no topo.
Com o quinto título, Palou entra em um grupo historicamente restrito e passa a aparecer atrás apenas de marcas superiores já registradas na Indy, entre elas a de A.J. Foyt, citado com 15 títulos no levantamento que contextualiza a nova posição do piloto na galeria dos maiores campeões da categoria.