O tema ganhou peso porque o túnel de vento usado hoje pela Red Bull é o mais antigo do grid. Christian Horner, chefe da equipe, já se referiu à instalação como uma “relíquia da Guerra Fria”, e Verstappen confirmou que a mudança está no horizonte. “Também teremos um novo túnel de vento à nossa disposição no ano que vem”, disse o piloto, em referência ao calendário da próxima temporada.
Estrutura antiga e mudança de regulamento entram na conta
A expectativa da Red Bull passa pela combinação entre a nova ferramenta e o próximo ciclo técnico da Fórmula 1. As novas regras e as dimensões dos carros podem alterar o peso que o túnel de vento terá no desenvolvimento, embora não exista garantia de relação direta entre a estrutura e o desempenho na pista.
Mesmo assim, o momento recente ajudou a mudar o cenário interno. Em China e Japão, a Red Bull disputava posição com Haas e Alpine. Desde então, o carro evoluiu, e Verstappen afirmou que os pacotes levados ao longo da temporada funcionaram. “Tudo o que colocamos no carro neste ano funcionou”, resumiu.
Verstappen evita valorizar segundo ou terceiro lugar
Apesar da aproximação na tabela, Verstappen deixou claro que não vê grande diferença prática entre terminar o campeonato em segundo ou terceiro se o título não vier. “Não, porque no fim das contas você não está vencendo”, afirmou, ao ser perguntado sobre a importância dessas posições.
A combinação entre a melhora recente do carro e a chegada do novo túnel de vento ajuda a explicar por que a Red Bull trata 2027 como uma oportunidade de dar um passo adiante. A previsão é que a nova instalação esteja operacional em fevereiro de 2027.