Fórmula 1

Alonso rebate Honda após chefe de engenharia negar problema no turbo da Aston Martin

Fernando Alonso contestou publicamente a explicação da Honda sobre o problema que afetou sua Aston Martin e levou o carro a largar do pit lane em Singapura. Depois de Shintaro Orihara, chefe de engenharia da Honda, afirmar que o turbo “não estava quebrado”, o piloto bancou a própria versão e disse que o componente precisou ser trocado.

Alonso rebate Honda após chefe de engenharia negar problema no turbo da Aston Martin
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“O turbo estava quebrado ontem e teve de ser substituído”, afirmou Alonso ao insistir na causa do contratempo. Do lado da fabricante, Orihara respondeu de forma direta: “Não estava quebrado. Eu só ouvi o feedback do Fernando.”

A divergência apareceu depois de um fim de semana em que Alonso já havia criticado a unidade de potência da Honda em 2026. Em Singapura, ele chegou a rir da falta de potência do conjunto, enquanto a Aston Martin sofria com o impacto do problema no carro que depois sairia do pit lane.

Alonso separa elogio ao chassi e crítica ao motor

As queixas de Alonso se concentraram no conjunto da Honda, não no carro como um todo. O piloto elogiou o chassi desenhado por Adrian Newey, mas apontou o motor como o principal foco de insatisfação durante a temporada.

Além do problema no turbo, Alonso também descreveu uma dificuldade no gerenciamento de energia durante o fim de semana. “Estávamos desperdiçando energia onde não precisávamos”, disse, ao comentar o que aconteceu em um período de safety car virtual.

Esse ponto técnico ajuda a explicar a frustração do piloto com o desempenho do carro em reta e na entrega de potência, tema que já vinha aparecendo nas críticas feitas por ele ao pacote da Aston Martin com motor Honda.

Honda defende o conjunto em meio a atualizações

A Honda sustenta sua leitura do episódio ao mesmo tempo em que segue desenvolvendo a unidade de potência. A fabricante já introduziu duas atualizações ADUO no motor nesta temporada, em uma tentativa de evolução do conjunto ao longo de 2026.

A discordância entre o relato do piloto e a avaliação da engenharia da fornecedora expôs visões diferentes sobre o mesmo problema: Alonso apontou falha no turbo e necessidade de troca, enquanto Orihara tratou a situação como uma interpretação a partir do retorno dado pelo piloto.

O debate acontece em um momento em que Alonso já vinha separando com clareza os dois lados do carro: de um lado, o elogio ao trabalho de Newey no chassi; de outro, as críticas à entrega de potência da Honda, agravadas pelo episódio que terminou com a largada a partir do pit lane em Singapura.

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Redação F1 Racing Mania

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