O circuito está a 2.286 metros acima do nível do mar, condição que reduz a densidade do ar e afeta diretamente a unidade de potência, sobretudo o turbo. Sem o MGU-H no regulamento atual, o controle desse comportamento ficou mais delicado. Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da Honda, resumiu o cenário: “Este ano não temos mais o MGU-H, então isso torna tudo bastante desafiador.”
Altitude pressiona motor e turbo no Hermanos Rodríguez
Além da perda de densidade do ar, a altitude impõe maior esforço ao turbo e eleva a temperatura de operação. Segundo Orihara, ainda existe a possibilidade de limitações no uso do conjunto em determinadas situações. “Precisamos verificar, mas podemos ter algumas restrições nas condições de operação do motor”, afirmou o engenheiro da Honda.
A fabricante já havia levado contramedidas em Austin para melhorar o atraso do turbo, um ponto que ganha peso ainda maior no México com o pacote técnico de 2026.
Menos downforce aumenta a dificuldade de acerto
No campo aerodinâmico, as equipes costumam adotar no México níveis de asa semelhantes aos de Mônaco. Mesmo assim, o cenário mudou com os carros de 2026, que têm significativamente menos downforce do que os modelos da era do efeito solo.
Na prática, isso tende a deixar o carro mais sensível em uma pista que já oferece pouca aderência por causa da altitude. Max Verstappen descreveu a sensação de forma direta: “Aqui há muito menos aderência.” Isack Hadjar foi na mesma linha ao projetar o comportamento da pista: “Este fim de semana será escorregadio pra caramba.”
Novo asfalto entra na equação do fim de semana
Outro elemento observado pelas equipes é o novo asfalto do circuito. Mike Krack, chefe de pista da Aston Martin, avaliou a mudança como “um passo na direção certa com mais aderência”. A condição real da pista e o impacto sobre o desempenho dos carros, porém, ainda dependem da evolução do fim de semana no Hermanos Rodríguez.