Câmara chega à Fórmula 1 em tempo integral depois de subir da Fórmula 2, categoria que ainda não teve o campeão desta temporada definido. Antes do anúncio, o brasileiro já havia chamado atenção em um teste TPC em Portimão, onde superou Ryo Hirakawa e Leonardo Fornaroli e ficou muito perto do tempo de volta registrado por Bearman em Portugal.
Montoya aponta possível conflito de gestão entre Haas e Ferrari
Juan Pablo Montoya, ex-piloto e hoje comentarista, avalia que a nova formação cria um cenário delicado para a Ferrari. “Vai ser interessante ver o quanto a Ferrari vai se envolver e o quanto a Haas estará no comando”, afirmou.
Na leitura de Montoya, a principal dúvida passa a ser a condução da marca italiana diante de dois pilotos ligados ao seu programa. “Agora, se os dois forem da Ferrari, como a Ferrari vai lidar com essa situação?”, questionou.
Temor no paddock é que a Haas vire equipe júnior
A presença simultânea de Bearman e Câmara também reacendeu uma preocupação já manifestada por figuras do paddock da Fórmula 1: a possibilidade de a Haas funcionar, na prática, como uma equipe júnior da Ferrari. O tema ganha força justamente porque os dois lados passam a ter vínculos ainda mais profundos na escolha de pilotos.
Gene Haas, proprietário da equipe, já declarou que sua estrutura não se tornará uma equipe júnior da Ferrari. Mesmo assim, a chegada de Câmara mantém aberta a discussão sobre eventuais critérios de prioridade, sobretudo se surgir uma disputa direta entre os dois titulares ao longo da temporada.
Além da promoção ao time principal, Câmara desembarca na Haas depois de um teste em que quase igualou a referência de Bearman em Portimão, um dado que amplia a expectativa sobre como a dupla será administrada desde o início de 2027.