O cenário ficou ainda mais pesado para Russell depois da última corrida, quando Kimi Antonelli dominou a prova e terminou 54 segundos à frente do companheiro de equipe. A diferença ampliou o contraste interno na Mercedes em uma temporada em que Russell tem encontrado dificuldade para extrair desempenho do W17 dentro das novas regulamentações.
Mercedes aponta janela estreita do W17 como parte do problema
A equipe já atribuiu parte dessa queda de rendimento ao comportamento do carro. Toto Wolff responsabilizou a janela de funcionamento muito estreita do W17 pela diferença de Russell em relação a Antonelli, num momento em que a Mercedes ainda busca respostas para o carro sob o regulamento atual.
Além da limitação de acerto, Russell tem sofrido com aspectos ligados à mudança de direção e à estabilidade do carro, pontos citados no contexto técnico da temporada. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que ele passou a ser ameaçado diretamente na classificação mesmo permanecendo entre os primeiros colocados do campeonato.
Montoya cita Hamilton ao falar de Russell
Ao comentar a situação, Montoya defendeu que Russell deveria insistir mais em uma linha semelhante à adotada por Hamilton. “Às vezes eu me pergunto se o George precisa forçar isso um pouco mais”, afirmou à F1TV.
Hamilton também não atravessa uma fase linear. Desde a vitória em Barcelona, ele foi ao pódio apenas duas vezes. Ao longo da temporada, o piloto criticou a falta de potência do motor da Ferrari, um dos pontos de insatisfação em sua campanha.
Mesmo com essas oscilações, a aproximação de Hamilton sobre Russell na tabela aumentou a importância das próximas etapas na luta pelo segundo lugar. Montoya também projetou uma boa perspectiva para a Ferrari em uma das corridas que ainda restam no calendário. “Acho que vai ser um lugar muito bom para eles de novo”, disse.