Como as comunicações de rádio podem ser ouvidas pelos adversários, a equipe adota mensagens codificadas para indicar cenários específicos, especialmente em momentos de intervenção como VSC ou Safety Car. Foi esse tipo de preparação que ajudou a Mercedes a executar rapidamente o plano em Madri.
Preparação começa antes da largada
Andrew Shovlin, diretor de engenharia nas operações de pista da Mercedes e responsável pelas estratégias da equipe durante as corridas, afirmou que o trabalho é estruturado ainda antes da prova para cobrir diferentes possibilidades.
“Na manhã de domingo, focamos em estar prontos para reagir a qualquer incidente”, disse Shovlin. Segundo ele, a equipe define previamente como agir em situações como entradas do carro de segurança virtual ou do Safety Car.
Shovlin também destacou que, no caso de Madri, o desenho da operação facilitou a execução no momento decisivo. “O que foi positivo em Madri foi que o plano estava claro”, afirmou.
Códigos servem para esconder a intenção da equipe
De acordo com o dirigente, os códigos são usados para passar ao piloto uma orientação sem entregar de forma direta aos concorrentes qual movimento a Mercedes pretende fazer. Em uma corrida, isso pode envolver desde a preparação para um pit stop até a reação imediata a uma neutralização.
“Nós usamos códigos secretos para dar a eles uma ideia de que talvez queiram entrar durante um Safety Car”, explicou Shovlin. Na sequência, ele acrescentou: “Mas tentamos não deixar que todas as outras equipes saibam quais são esses códigos.”
Na prova em Madri, a oportunidade surgiu quando Lance Stroll, da Aston Martin, provocou a entrada do carro de segurança virtual. Antonelli foi chamado para trocar pneus durante o VSC e retornou à pista à frente de Norris, movimento que se tornou central para a vitória da Mercedes.