A troca de pneus de Antonelli ganhou peso extra pelo contexto enfrentado pela Mercedes nas últimas semanas. A Fórmula 1 vinha de uma sequência de três corridas tratadas pela equipe como especialmente duras: Azerbaijão, Bahrein e Singapura. Além da exigência normal de uma operação de boxes, o período teve calor, alta umidade e qualidade do ar ruim.
Mercedes mexeu na formação dos boxes após lesões
Segundo Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, a equipe teve de alterar a formação responsável pelos pit stops por causa de lesões no grupo que normalmente atua nas trocas de pneus.
“Tivemos gente na equipe que não fazia um pit stop de verdade havia 15 anos”, disse Lord.
Em corridas nas quais os pit stops podem definir posições na pista, qualquer mudança na composição do grupo costuma aumentar o risco de perda de tempo na entrada ou na saída dos boxes. Ainda assim, a Mercedes conseguiu colocar uma de suas paradas entre as mais rápidas da prova com Antonelli.
Parada de Antonelli ficou entre as melhores da corrida
A segunda visita de Antonelli aos boxes foi a terceira mais rápida de todo o GP, com 2s26. O tempo ficou só 0s06 acima da parada de Verstappen, vencedor da corrida e autor da referência mais veloz citada no balanço da Mercedes.
Lord também elogiou a execução da equipe durante o fim de semana. “Isso mostra o nível operacional em que a equipe está trabalhando”, afirmou.
A corrida em Singapura terminou com vitória de Verstappen, sua primeira no GP. Do lado da Mercedes, o destaque operacional ficou justamente na capacidade de manter pit stops competitivos em um fim de semana marcado por mudanças no pessoal dos boxes e por condições físicas consideradas difíceis pela própria equipe.
































