Mesmo ainda na frente em número de triunfos, a Mercedes já não controla o campeonato com a mesma folga. A equipe soma 11 vitórias, enquanto Ferrari, McLaren e Red Bull têm duas cada. Kimi Antonelli, inclusive, está perto de conquistar seu primeiro título mundial, mas a disputa ao longo do calendário ficou mais aberta do que no início do ano indicava.
Sequência de vitórias expõe equilíbrio maior no grid
A reação das adversárias veio em blocos. A Ferrari venceu na Áustria e na Grã-Bretanha. Depois, Lando Norris levou a McLaren a duas vitórias consecutivas na Hungria e na Holanda. Mais recentemente, Max Verstappen ganhou na Malásia e em Singapura, recolocando a Red Bull na disputa pelas primeiras posições.
Dentro da própria Mercedes, o tom é de reconhecimento do novo cenário. Bradley Lord, vice-diretor da equipe, afirmou: “Acho que parecemos, ao longo de todo o ano, estar repetindo a mesma coisa”. Em seguida, resumiu o momento da temporada: “Sabemos que estamos diante de uma verdadeira batalha”.
Mercedes admite incerteza e cita Red Bull na briga pela ponta
Além da reação dos rivais, a Mercedes também convive com um fator técnico importante: as atualizações do W17 não trouxeram a melhora esperada. Isso contribuiu para reduzir a vantagem que a equipe havia mostrado no início do campeonato e ampliou a imprevisibilidade entre os favoritos.
Simone Resta, vice-diretor técnico da Mercedes, descreveu esse cenário como uma mudança na leitura de cada etapa. “É interessante você entrar em cada fim de semana sem ter certeza de qual equipe será a mais forte”, disse. O dirigente também apontou diretamente uma das rivais no grupo que hoje ameaça a liderança: “Com base no que vimos até agora, a Red Bull certamente estará presente na disputa pela ponta”.