Antonelli, líder do campeonato, ficou à frente até a metade da corrida e resistiu no começo mesmo com Norris andando a menos de um segundo. Depois, o piloto da McLaren venceu a prova ao aproveitar um stint diferente, criando uma diferença de sete voltas nos pneus antes de sua parada final.
Além da disputa direta pela vitória, a Mercedes deixou a corrida com seu segundo melhor resultado da temporada e manteve a Ferrari 15 pontos atrás na classificação geral.
Curvas 7, 8 e 9 viram foco da análise da Mercedes
Bradley Lord, chefe-adjunto da Mercedes, afirmou que o ambiente interno não era de alarme apesar da derrota. “A sensação é bem positiva”, disse. Ao mesmo tempo, ele indicou onde a equipe concentrou sua atenção após a corrida: “O Toto naturalmente vai focar no que aconteceu nas curvas 7, 8 e 9.”
A Mercedes identificou perda de desempenho justamente nesse trecho, em uma pista onde a McLaren já havia mostrado mais velocidade. O time também vinha sofrendo recentemente em circuitos de alta pressão aerodinâmica.
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, afirmou que a equipe deixou a prova com pontos de investigação abertos. “Há várias questões de desempenho para investigarmos”, disse.
Diferença de acerto entre os pilotos também entrou na revisão
Outro ponto observado pela Mercedes foi o comportamento diferente dos dois carros ao longo da corrida. Antonelli relatou mudança de equilíbrio, enquanto George Russell enfrentou mais subesterço e o companheiro teve mais sobresterço.
Shovlin tratou essa diferença como um dos temas centrais da análise técnica. “Precisamos entender por que a diferença foi tão grande”, afirmou.
Do outro lado, Norris também apontou uma limitação do carro vencedor em Zandvoort. O piloto da McLaren disse que as curvas lentas seguem como a principal fraqueza do modelo: “Baixa velocidade ainda é nosso maior ponto fraco, especialmente nesse tipo de trecho travado e sinuoso.” Mesmo assim, ele conseguiu superar Antonelli depois de ter sido ultrapassado duas vezes no grampo durante a corrida.
Segundo Lord, a avaliação interna da Mercedes passa menos pelo resultado bruto e mais pela capacidade de manter os dois carros na disputa. “Se conseguirmos continuar colocando os dois carros na briga, devemos ficar em uma posição forte”, afirmou.