A equipe optou por separar as estratégias dos dois carros no momento da bandeira amarela. Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que não havia uma resposta clara sobre qual caminho seria o melhor. “A gente não sabia qual era a melhor estratégia”, disse.
Mercedes enxergou duas possibilidades viáveis
A dúvida da equipe estava ligada principalmente ao comportamento dos pneus duros ao longo da corrida. Segundo Wolff, o composto permitia até pensar em uma prova inteira sem nova troca. “Dá para largar com ele e terminar com ele”, afirmou o dirigente ao explicar por que manter Russell na pista era uma opção real.
Do outro lado da garagem, Antonelli também havia largado com pneus duros, mas foi chamado para colocar médios durante o período de neutralização. Antes da parada, o piloto já tinha ganhado posições no pelotão, fator que fazia parte do cenário da corrida no momento em que a Mercedes precisou escolher entre parar ou seguir na pista.
Wolff ainda destacou o stint de Antonelli com o composto duro antes da troca. “Kimi conseguiu fazer 35 ou 40 voltas com aquele pneu de forma consistente”, afirmou.
Russell diz que não pensou em ir aos boxes naquele momento
Depois da corrida, Russell afirmou que a permanência na pista durante o virtual safety car não foi resultado de uma hesitação de última hora. “Eu não considerei parar para trocar os pneus naquele momento”, explicou o piloto da Mercedes.
Russell também reconheceu que gostaria de ter seguido o mesmo plano até o fim, em vez de ver a disputa interna ser decidida por caminhos diferentes. “Eu adoraria ter continuado com a mesma estratégia”, disse.
Antonelli conquistou sua sétima vitória em casa em Monza, enquanto Russell deixou a etapa 66 pontos atrás do companheiro no campeonato.