Gasly largou na frente em Monza, sustentou a ponta no início, mas depois foi ultrapassado por George Russell. Ainda assim, seguiu no grupo de pilotos da frente ao longo das 53 voltas e usou esse contexto para medir o nível de competitividade do carro no fim de semana.
“Estou muito feliz com as duas largadas”, afirmou o piloto da Alpine. Ao comentar os adversários diretos durante a corrida, ele ressaltou o peso do duelo com Norris: “Brigar por posição com o Lando, que venceu as duas últimas corridas, mostra que o resultado é muito positivo.”
Gasly já previa dificuldade para sustentar a liderança
Na avaliação do francês, manter a ponta depois da largada não significava necessariamente controle da situação. Gasly explicou que já esperava ficar vulnerável em um trecho específico da volta, mesmo se conseguisse sair na frente da Parabolica.
“Eu sabia que, se mantivesse a liderança na saída da Parabolica, o George me ultrapassaria”, disse.
A perda da primeira posição para Russell não tirou do piloto a percepção de que a Alpine teve um de seus melhores desempenhos do ano. Em vez de tratar o sétimo lugar de forma isolada, Gasly relacionou o resultado ao nível dos carros com os quais conseguiu andar próximo durante a prova.
Alpine sai de Monza com sua melhor referência no ano
Além da pole-position, Gasly indicou que o comportamento do carro ao longo do fim de semana foi o melhor que encontrou em 2026. A avaliação apareceu tanto pelo desempenho em volta lançada quanto pelo ritmo suficiente para se manter na disputa com nomes que vinham em sequência forte de resultados.
“Foi o melhor carro que tive neste ano”, resumiu Gasly.
O piloto também indicou cautela sobre repetir esse cenário em outros circuitos. A leitura após Monza é positiva para a Alpine, mas sem garantia de que o mesmo nível de rendimento apareça nas próximas etapas.