Chefe da Red Bull Racing, Mekies elogiou a atuação do jovem piloto e evitou dramatizar a possibilidade de ordens de equipe. “Baku foi excepcional para Isack, e ele merece os elogios por isso”, afirmou. Sobre a chance de ter de administrar uma disputa mais direta entre Hadjar e Verstappen, resumiu: “É um bom problema para se ter.”
Resultado em Baku ampliou a discussão interna
A discussão ganhou força depois da corrida no Azerbaijão, em que Hadjar apareceu com ritmo competitivo e terminou no pódio após retornar de uma ausência de três etapas por causa de uma fratura no pulso. Verstappen também saiu fortalecido da prova, ao completar a corrida em segundo.
Segundo Mekies, a atuação da equipe na prova foi marcada por trabalho coletivo. O dirigente descreveu a corrida como uma exibição de cooperação e espírito de equipe, em um contexto no qual Hadjar chegou a andar pressionado atrás de Verstappen nas voltas iniciais.
Condição dos pneus ajudou Hadjar na corrida
Um dos elementos técnicos relevantes da prova foi a escolha de pneus. Hadjar contou com o composto mais favorável durante a corrida, fator que ajudou a sustentar seu desempenho em Baku. A diferença de comportamento dos pneus também apareceu em outras equipes, com variação de desgaste ao longo do pelotão.
Verstappen, por sua vez, ficou perto da vitória e terminou apenas 0s196 atrás de George Russell. O resultado reforçou o peso da dobradinha da Red Bull nas primeiras posições e alimentou a discussão sobre como a equipe vai administrar situações parecidas caso Hadjar siga andando no mesmo nível do companheiro.
Hadjar também chega ao debate após punição de motor
O momento de Hadjar ganha ainda mais destaque porque ele já precisou lidar recentemente com uma punição relacionada ao motor. O piloto cumpriu uma penalidade por troca de unidade no fim de semana na Malásia, em um traçado descrito por Mekies como especialmente duro pelas condições e pelas limitações impostas aos pneus.