Segundo Stella, as mudanças previstas para o carro não devem atacar esse ponto de forma decisiva. “Não espero que o que está chegando ao carro melhore essa característica”, afirmou o dirigente ao explicar que a questão depende de mudanças mais fundamentais.
Carro exige mais esforço dos pilotos
A dificuldade relatada pela equipe está ligada à forma como o carro precisa ser conduzido para entregar tempo de volta. Lando Norris já descreveu o comportamento do McLaren como algo no “fio da navalha” e disse que pilotá-lo exige atenção constante. “Você tem que pilotar de um jeito que exige muita concentração”, afirmou o britânico.
Stella foi na mesma linha ao detalhar o impacto dessa característica no trabalho dos pilotos. Segundo ele, o carro “exige bastante esforço para entregar tempo de volta”, num cenário mais trabalhoso do que o visto no ano passado.
Piastri teve adaptação mais difícil
Na avaliação da equipe, Oscar Piastri tem sentido mais esse comportamento por causa do próprio estilo de pilotagem. A McLaren aponta que ele precisou de tempo para adaptar sua forma de guiar às exigências do carro atual.
Ao mesmo tempo, a equipe trata o tema como parte de uma adaptação mais ampla desta fase da Fórmula 1, em que os pilotos precisam se ajustar à atual geração de carros e motores. O contexto técnico inclui os V6 turbo híbridos com maior participação dos elementos elétricos na unidade de potência.
A leitura interna da McLaren é que esse traço de dirigibilidade não deve mudar de maneira relevante no curto prazo, o que mantém Norris e Piastri diante da necessidade de seguir ajustando sua pilotagem até a próxima grande janela de mudanças, prevista para 2027.