A Audi soma 23 pontos e disputa o sétimo lugar no Mundial de Construtores, a sete pontos da Haas. Depois de abrir o campeonato com Gabriel Bortoleto em nono na Austrália, a equipe passou a aparecer com mais frequência entre os dez primeiros a partir de Silverstone. Nos últimos nove GPs, foram seis presenças na zona de pontos, incluindo duas chegadas pontuando de Nico Hulkenberg em Singapura. Em uma delas, ele igualou o melhor resultado da equipe com o oitavo lugar.
Mesmo com o crescimento esportivo, Binotto indicou que o balanço interno ainda vai além do que aparece nos fins de semana de corrida. “Estou feliz, mas, por outro lado, ainda não estou totalmente satisfeito”, afirmou.
Estrutura dividida entre chassi e motor é foco do projeto
Binotto afirmou que o maior passo dado pela Audi em 2026 não é o que o torcedor vê diretamente na pista. “Acredito que a maior conquista até agora está onde ela é menos visível para os fãs”, disse o dirigente, ao tratar das melhorias nas instalações da equipe.
A partir desta temporada, a Audi passou a construir seu próprio chassi e também seu motor, mas com a operação dividida entre locais diferentes. Esse é um dos pontos citados por Binotto ao explicar o tamanho do processo de transformação. “Não se passa da noite para o dia de uma pequena equipe garagista para uma equipe capaz de vencer”, afirmou.
Binotto compara modelo da Audi ao de outras equipes
Ao comentar os desafios do projeto, Binotto observou que a separação entre as áreas de chassi e unidade de potência torna a operação mais complexa. “Só a Ferrari tem tudo sob o mesmo teto”, declarou.
A Audi tem como base técnica um modelo em que chassi e motor são produzidos em locais diferentes, e Binotto colocou essa reorganização interna como parte central da construção da equipe para os próximos anos, enquanto o time tenta converter a sequência recente de pontos em avanço no Mundial de Construtores.