Andrea Stella, diretor de equipe da McLaren e responsável pela avaliação do desempenho do carro, reconheceu que as duas corridas acenderam o alerta internamente. “Se olharmos só para Baku e Malásia, não fomos muito competitivos”, afirmou. A equipe também não conseguiu identificar de imediato a origem da queda de rendimento, o que aumentou a apreensão nas semanas seguintes.
Mudanças em sidepods e refrigeração complicaram a leitura
O pacote estreado no Azerbaijão incluiu alterações nos sidepods e no sistema de refrigeração, com foco em melhorar a velocidade nas retas. O problema para a McLaren foi a falta de uma comparação direta que permitisse medir com clareza o efeito das mudanças, o que dificultou separar o impacto do novo conjunto de outros fatores de desempenho.
Stella admitiu que o pacote passou a ser colocado em dúvida dentro da própria equipe. “Ficamos com dúvidas sobre o pacote que introduzimos em Baku”, disse. As dificuldades apareceram com os dois carros, já que Lando Norris e Oscar Piastri enfrentaram problemas nas duas etapas seguintes.
Malásia embaralhou os dados e Singapura ajudou a esclarecer o quadro
A análise ainda ficou prejudicada pelas condições encontradas na Malásia. A irregularidade do asfalto de Sepang atrapalhou a coleta e a leitura dos dados, segundo o contexto técnico da equipe, e tornou mais difícil entender se a perda de rendimento vinha das mudanças no carro ou de características específicas da pista.
Foi no GP de Singapura que a McLaren encontrou um cenário mais útil para esclarecer o comportamento do MCL40. Stella indicou que a resposta para as dificuldades não estava concentrada em um único item do carro. “Não se trata apenas de otimização da unidade de potência”, afirmou.
Antes desse período de dúvidas, a McLaren vinha de referências em outras pistas citadas pela própria equipe, como Hungria e Zandvoort, enquanto o recorte posterior a Baku passou a incluir também a corrida da Malásia. A combinação entre o pacote novo, a ausência de comparação direta e a dificuldade de leitura dos dados atrasou uma conclusão mais rápida sobre o que efetivamente havia mudado no comportamento do carro.
































