O trecho reúne uma das combinações mais críticas do circuito: os carros podem chegar a 340 km/h antes de frear até cerca de 80 km/h. A área de escape é mínima nesse setor, o que reduz a margem para erro e amplia o risco de danos em caso de toque ou perda de controle.
James Vowles, chefe da Williams, resumiu a característica do novo circuito ao dizer que a pista é uma “assassina de carros”.
Chicane 5-6 concentra o maior número de incidentes
A sequência entre as curvas 5 e 6 virou o principal foco de preocupação antes da estreia da F1 em Madring. Além da desaceleração brusca, o desenho da chicane exige mudança rápida de direção em um ponto de pouca tolerância para correções. Foi justamente ali que se concentrou o maior número de acidentes nos testes da Fórmula 3.
O circuito também apresenta outros pontos de atenção por causa do relevo e da visibilidade. A curva 7 é o ponto mais alto do traçado, a 697 metros, e aparece como uma curva cega com muro próximo. Esse conjunto reduz o campo de visão dos pilotos na aproximação e limita as opções de reação se houver problema à frente.
Trechos rápidos e muros próximos elevam a dificuldade do traçado
Outro setor observado é a curva 17, descrita como uma área de visibilidade limitada e com paredes de concreto por perto. Em um circuito novo para a categoria, esse tipo de característica aumenta a importância da adaptação já nas primeiras sessões do fim de semana.
Entre os pontos de alta velocidade, a curva 12, chamada de La Monumental, deve ser contornada a cerca de 300 km/h. O traçado ainda combina mudanças de elevação com trechos de visão restrita, cenário que coloca Madring entre os circuitos que exigirão leitura rápida de referências de frenagem e posicionamento desde o primeiro contato da Fórmula 1 com a pista.