A diferença entre os dois não está em presença no Q3: ambos chegaram à fase final da classificação em todas as 14 corridas da temporada e o confronto interno está empatado em 7 a 7. Ainda assim, os resultados gerais colocam Hamilton em situação melhor na tabela, enquanto Leclerc está 44 pontos atrás de George Russell.
No campeonato de construtores, a Ferrari soma desvantagem de 145 pontos para a Mercedes, apesar de já ter vencido corridas em Barcelona e na Grã-Bretanha ao longo da temporada.
Classificação virou ponto sensível para a Ferrari em 2026
Os problemas da Ferrari na classificação estão ligados ao novo software exigido pelas regras de 2026. Com as unidades de potência da atual geração trabalhando com uma divisão de força próxima de 50/50 entre motor de combustão interna e bateria, a categoria passou a depender mais de sistemas preditivos de entrega de potência.
Além disso, a equipe também tem sido afetada por erros de estratégia e pela falta de ordens de equipe em algumas provas, fatores que pesaram no aproveitamento de pontos ao longo do ano.
Hamilton resumiu a dificuldade da Ferrari em volta lançada ao afirmar que já esperava uma evolução maior da Mercedes em classificação. “Eu sabia que a Mercedes encontraria mais ritmo do que a Ferrari durante a classificação em Madri”, disse.
Hamilton tem conseguido capitalizar melhor as oportunidades
Mesmo com o equilíbrio no duelo de classificação contra Leclerc, Hamilton conseguiu transformar melhor algumas oportunidades. Um exemplo citado ao longo da temporada foi a vantagem de 0s538 no Q3 em Barcelona-Catalunha.
O próprio Hamilton também apontou uma limitação recorrente da Ferrari em fim de sessão. “A Ferrari muitas vezes extraiu seu ritmo máximo cedo demais”, afirmou. Esse quadro ajuda a explicar por que a equipe tem alternado picos de desempenho com dificuldades para sustentar competitividade ao longo dos fins de semana.