A negociação ainda depende de acordos com o governo local, mas a aproximação ganhou corpo com as três visitas de Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, ao Autódromo Internacional Ayrton Senna. Goiânia também busca receber uma etapa de outra grande categoria do esporte a motor, o que colocou o circuito no radar das discussões para o calendário internacional.
Asfalto do autódromo é entrave técnico para a negociação
O principal ponto de atenção nas tratativas é a condição da pista. Depois do GP do Brasil de MotoGP, o asfalto do autódromo virou problema e o circuito ficou fechado por mais de um mês para reparos.
A reabertura aconteceu em 29 de abril, mas a pista voltou a apresentar falhas. Na Stock Car de 2026, pilotos reclamaram de esfarelamento na curva 6, sinal de que o problema não havia sido resolvido de forma definitiva. A situação colocou a qualidade do asfalto no centro das conversas para qualquer evento internacional.
A troca da capa asfáltica começou em julho, e a previsão é de que o autódromo volte a receber eventos a partir de outubro. Esse cronograma é relevante para a avaliação da Indy, já que a categoria precisa de uma pista em condições adequadas antes de confirmar uma etapa.
Calendário de 2027 já tem base definida
Enquanto a negociação segue aberta, o calendário de 2027 da Indy já tem as oito primeiras corridas definidas. Isso reduz a margem de manobra para encaixar uma eventual prova no Brasil e torna o andamento das tratativas ainda mais importante nas próximas semanas.
Doug Boles, presidente da Indy, tratou como plausível a realização de uma corrida internacional e afirmou que “não ficaria surpreso com uma prova fora dos EUA”. No caso de Goiânia, a definição passa pela conclusão dos acordos locais e pela liberação do autódromo após as obras no asfalto.