Na entrevista, Horner tratou Newey como um nome do mais alto escalão do automobilismo e disse que o conhecimento e as habilidades do engenheiro o colocam ao lado das maiores referências da categoria. A leitura de Horner é de que o cenário atual lembra o início da trajetória de Newey na própria Red Bull, quando o trabalho também passou por um período de construção antes de render resultados.
Horner fala como observador externo pela primeira vez em duas décadas
Um dos pontos centrais do relato é a posição incomum de Horner ao avaliar a Fórmula 1. Segundo ele, esta é a primeira vez em 20 anos que observa esse contexto como um outsider, sem Newey dentro da estrutura da Red Bull.
A mudança de perspectiva aparece junto da frustração com a separação. Horner disse estar decepcionado com a forma como a saída aconteceu. Em declaração traduzida para o português, o dirigente resumiu esse sentimento ao tratar o desfecho como algo negativo para a Red Bull.
Comparação com o passado de Newey na Red Bull
Ao traçar a comparação entre os dois momentos da carreira de Newey, Horner indicou que o início na Aston Martin não deveria ser analisado de forma apressada. A referência feita por ele foi justamente aos primeiros anos do engenheiro na Red Bull, período que, na visão do chefe da equipe, teve dificuldades semelhantes antes de uma consolidação maior.
Horner também colocou o trabalho de Newey em perspectiva mais ampla ao associar seu repertório técnico e sua capacidade de projeto às maiores figuras do automobilismo, em uma avaliação que ajuda a explicar por que a saída do engenheiro teve peso tão relevante dentro da Red Bull.