O movimento acontece em um momento de perda de terreno. Depois de começar 2026 como segunda força atrás da Mercedes, a Ferrari viu McLaren e Red Bull avançarem e entrarem na briga direta. A equipe também está há nove GPs sem vencer desde julho.
Pacote novo mira fluxo de ar e comportamento do SF-26
As mudanças mais recentes foram introduzidas no GP dos Estados Unidos. O objetivo era aumentar a energia e a estabilidade do fluxo aerodinâmico, mantendo a base do SF-26. Loic Serra, diretor técnico de chassis da Ferrari e responsável pelo desenvolvimento do carro, resumiu a linha adotada pela equipe: “Entendemos como o pacote aerodinâmico do SF-26 se comportou nesta temporada.”
Na prática, a Ferrari tenta extrair mais rendimento de um carro que funciona melhor em curvas de baixa e média velocidade. Em Austin, houve sinais de competitividade: Charles Leclerc terminou em segundo lugar e chegou a ser 1s4 por volta mais rápido do que Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, em determinados momentos da prova.
Motor segue como ponto fraco da Ferrari em 2026
Se o carro evoluiu em áreas aerodinâmicas, a unidade de potência continua sendo um dos pontos fracos da Ferrari em 2026, mesmo depois de duas atualizações. A equipe também abandonou os planos de usar um turbo maior nesta geração por preocupação com confiabilidade.
Esse cenário ajuda a explicar a divergência de abordagem em relação às rivais. Enquanto a Mercedes levou seu segundo grande pacote de atualização da temporada ainda no GP do Bahrein, a Ferrari optou por manter a arquitetura principal do SF-26 e concentrar o desenvolvimento em como o ar passa pelo carro.
Apesar do segundo lugar de Leclerc nos Estados Unidos, a Ferrari ainda não transformou as mudanças em vitória. No mesmo período sem triunfos da equipe, Lando Norris venceu na Hungria e na Holanda, resultados que consolidaram a McLaren como uma das adversárias diretas da Mercedes na temporada.
































