“Foi provavelmente o maior desafio que enfrentei durante meu período na Red Bull”, disse Horner. O dirigente também descreveu o início da empreitada como um processo especialmente difícil pela falta de experiência prévia da equipe na construção de motores: “Foi assustador demais, porque não tínhamos experiência na construção de motores”.
Projeto foi lançado em 2021 e exigiu nova estrutura
A Red Bull lançou o projeto em fevereiro de 2021. A partir dali, a empresa passou a construir a própria divisão de motores, incluindo instalações dedicadas à produção de pistões e à usinagem de cilindros.
Essa estrutura funciona no edifício Jochen Rindt, dentro do campus da Red Bull. Horner ressaltou que a dimensão do trabalho vai além da montagem de uma nova área técnica, porque o desenvolvimento acontece em um ambiente regulatório de alta complexidade. Segundo o contexto técnico do projeto, as regras de motores atuais são descritas como as mais complexas da história da Fórmula 1.
Sobre esse cenário, Horner foi direto: “A dificuldade do projeto não deve ser subestimada”.
Nova unidade de potência já chegou à vitória
O desenvolvimento da Red Bull Powertrains-Ford já teve resultado em pista. Max Verstappen venceu na Malásia usando a nova unidade de potência, em um marco ligado à 16ª corrida do motor.
A combinação entre fabricação interna de componentes e uso competitivo da nova unidade de potência dá sequência a uma mudança iniciada com a saída da Honda, quando a Red Bull decidiu assumir por conta própria uma área que, nas palavras de Horner, era desconhecida para a equipe até o lançamento do projeto em 2021.
Entre as etapas citadas na formação da operação estão justamente a criação das instalações para produzir pistões e usinar cilindros, dois exemplos do nível de verticalização adotado pela Red Bull no desenvolvimento do seu motor próprio.