Depois da sessão, Alonso descreveu o turbo como “quebrado”. A leitura da Honda, porém, é diferente. Shintaro Orihara, engenheiro-chefe de pista da marca e responsável pelo acompanhamento técnico na pista, explicou que a troca foi feita com base no que o espanhol sentiu no carro, e não por um colapso confirmado da peça.
“Não estava quebrado, mas decidimos trocar os componentes com base no feedback do Fernando”, afirmou Orihara. Em outra declaração, o engenheiro resumiu a confiança da Honda na sensibilidade do piloto: “Fernando é o melhor sensor”.
Troca foi feita apesar de dados sem sinal de falha grave
A apuração da Honda agora se concentra na análise dos dados para identificar o que Alonso percebeu na pista. A fabricante sustenta que, até aqui, não encontrou indícios de um problema sério no conjunto, embora tenha optado pela substituição do turbo antes da largada.
Esse trabalho técnico envolve a leitura de parâmetros ligados à unidade de potência, incluindo pressão de turbo e acerto de dirigibilidade. A análise deve continuar no intervalo entre as etapas e ser concluída antes da corrida nos Estados Unidos.
Componente faz parte de pacote já usado por Stroll e Alonso
O caso também entra no contexto das atualizações já introduzidas pela Honda. A fabricante colocou em uso seu segundo motor com as evoluções permitidas pelo sistema ADUO, e um novo turbo desse pacote já havia sido utilizado por Lance Stroll na Espanha e pelo próprio Alonso no Azerbaijão.
Em Singapura, a Aston Martin trabalhava com a expectativa de um cenário mais favorável por causa da menor exigência de potência do circuito. Mesmo com essa perspectiva, Alonso terminou a corrida fora da zona de pontuação.
A investigação da Honda vai buscar se houve relação entre o comportamento percebido por Alonso e esse conjunto mais recente de componentes, depois de a equipe já ter recorrido à troca preventiva do turbo antes da prova.
































