O heptacampeão disse que acompanha esse processo com um rastreador de sono da Whoop e já espera reflexos diretos nos dados ao longo da semana. “Meus dados no Whoop certamente vão ser afetados por esta semana”, afirmou Hamilton ao comentar a preparação para Singapura.
Adaptação vai além de mudar o horário de dormir
Segundo Hamilton, a exigência da etapa não se resume a inverter a hora de deitar e acordar. O piloto citou que todo o ambiente da prova noturna interfere na recuperação física, incluindo a exposição à luz artificial e a reorganização da rotina de alimentação.
“A iluminação, a alimentação, os horários das refeições… tudo isso realmente nos afeta”, disse. Em Singapura, esse ajuste faz parte da logística do fim de semana, já que as atividades são realizadas em um evento noturno sob refletores.
Na prática, isso obriga os pilotos a reorganizarem descanso, refeições e compromissos do dia para se manterem alinhados ao horário das sessões e da corrida. A mudança de rotina é uma característica específica dessa etapa e altera o padrão normalmente seguido em outras provas do calendário.
Indicador de descanso já preocupa Hamilton
Hamilton também relatou que seus números de recuperação já vinham chamando atenção mesmo quando a sensação física era positiva. Ao falar sobre os dados registrados pelo aparelho, ele disse que nem sempre o que sente ao acordar combina com a avaliação feita pelo monitoramento.
“Mesmo quando eu durmo e sinto que descansei bem, a pontuação de sono fica em torno de 40%”, afirmou. A preocupação do piloto, portanto, não está apenas na dificuldade de adaptar os horários em Singapura, mas também em como essa mudança pode pesar em uma métrica que ele já vinha observando de perto.
O GP de Singapura é uma das etapas em que esse tipo de ajuste ganha mais importância por ser disputado à noite em um circuito iluminado, o que leva os competidores a manter uma programação invertida de descanso durante todo o fim de semana.