Hamilton afirmou que largar bem não resolve sozinho o cenário em COTA, circuito que ele classificou como difícil para ultrapassagens. “A posição de largada não é tudo, mas esta é uma pista difícil para ultrapassar”, disse o piloto da Ferrari ao avaliar o desafio deste domingo.
A combinação entre tráfego, dificuldade para ganhar posições na pista e desgaste mais alto dos pneus ajuda a explicar a expectativa de uma corrida longa. A leitura da Ferrari foi construída a partir dos treinos de simulação, embora esse comportamento ainda possa variar quando todos estiverem em condições reais de prova.
Quinto no grid aumenta peso do ritmo de corrida
Largando da quinta posição, Hamilton terá pela frente carros de Red Bull e Mercedes, e tratou a disputa contra as duas equipes como o principal obstáculo para avançar. Em um circuito no qual as ultrapassagens não são simples, perder tempo atrás dos rivais pode aumentar ainda mais a importância da gestão de pneus.
“Superar a Red Bull e a Mercedes será, sem dúvida, um desafio, mas vamos dar absolutamente tudo”, afirmou Hamilton.
A fala do piloto aponta para um cenário em que a Ferrari precisa equilibrar ataque e preservação dos compostos. Com a degradação maior do que o previsto nos treinos, qualquer tentativa de forçar o ritmo por muitas voltas pode cobrar seu preço mais adiante na corrida.
Degradação acima do previsto vira ponto central para a prova
O desgaste dos pneus foi um dos elementos mais relevantes observados nas atividades de preparação para o GP. Nas simulações de corrida, a degradação apareceu acima da expectativa inicial, fator que pode alterar a forma como os pilotos administram cada stint.
Esse dado ganha ainda mais importância porque COTA já impõe dificuldade natural para ultrapassar. Para Hamilton, que sai em quinto, a chance de avançar depende não apenas da largada e do ritmo puro da Ferrari, mas também da capacidade de atravessar a corrida com pneus em condição de atacar quando surgir oportunidade contra Red Bull e Mercedes.