A discussão sobre longevidade ganhou novo contorno com o anúncio de um GP da África em Ruanda, previsto para 2030 no mínimo. Se estiver no grid na estreia da prova, Hamilton já estará na faixa dos 40 e tantos anos.
Hamilton liga futuro ao próprio desempenho
Ao explicar por que acredita que ainda pode permanecer competitivo por mais tempo, Hamilton afirmou: “Primeiro, nunca houve ninguém como eu aqui em 70 anos. Sinto que fui feito de um jeito diferente.”
A fala veio acompanhada de um critério claro para a sequência da carreira. Hamilton afirmou que não pretende seguir apenas por presença no grid e resumiu esse limite de forma direta: “Eu não quero estar pilotando se esse ritmo tiver realmente caído muito.”
Na prática, a continuidade do piloto na categoria está ligada à avaliação que ele fizer do próprio desempenho nas próximas temporadas, sem uma sinalização de aposentadoria no curto prazo enquanto seguir competitivo.
GP da África amplia a perspectiva de longo prazo
O anúncio da Fórmula 1 sobre a entrada de Ruanda no calendário, a partir de 2030, projeta um cenário em que pilotos experientes podem atravessar ainda mais ciclos dentro da categoria. No caso de Hamilton, a corrida passou a ser uma referência natural para medir até onde sua trajetória pode ir.
O cronograma desse evento, porém, ainda depende da construção da pista e da infraestrutura necessária, o que mantém a data de estreia no campo do planejamento de médio e longo prazo.
Alonso também segue como referência entre os veteranos
Outro nome que ajuda a compor esse panorama é Fernando Alonso. Aos 45 anos, ele tem compromisso com a Aston Martin pelo menos até 2027, o que o mantém como parâmetro recente de longevidade no grid.
Em outra análise sobre a realidade esportiva da categoria, Alonso comentou as dificuldades enfrentadas por quem anda no fim do grid. O espanhol afirmou que “quando você está no fim do grid, os carros são mais difíceis de pilotar” e também criticou o nível de parte dos pilotos mais atrás no pelotão: “A qualidade dos pilotos no terço de baixo do grid é muito baixa.”