O primeiro alerta veio na volta 4, quando Hamilton avisou pelo rádio que estava sem freios. A Ferrari tentou contornar a situação com uma mudança de ajuste, mas a medida não resolveu o problema. Dois giros depois, a equipe decidiu chamar o carro para os boxes.
Na comunicação de volta 6, Carlo Santi, engenheiro que falava com Hamilton durante a prova, foi direto: “Precisamos trazer o Lewis para os boxes. Não pare na pista, venha para os boxes.” Mesmo assim, Hamilton passou pela entrada dos boxes e seguiu por mais uma volta antes de abandonar.
Coulthard estranha decisão de seguir na pista
Durante a transmissão da F1TV, David Coulthard questionou a volta extra de Hamilton depois da ordem para retornar aos boxes. O comentarista resumiu a dúvida ao vivo: “Então… por que passar pela entrada dos boxes?”
Coulthard também observou que Hamilton havia criado um flat spot no pneu dianteiro direito. Esse tipo de dano no pneu afeta desempenho e dirigibilidade, e se somava a uma falha de freio, um problema crítico para o controle do carro. O ex-piloto ainda apontou que não é comum ver Hamilton envolvido em erros desse tipo.
Preocupação com segurança, mas sem investigação
A permanência do carro na pista também foi citada por Billy Monger, comentarista da Channel 4, que avaliou que Hamilton ficou tempo demais em ação com o carro avariado. “Pareceu que ele ficou na pista uma ou duas voltas além da conta”, disse.
Apesar do problema de freio e dos danos no carro, Hamilton e a Ferrari evitaram uma investigação por condução em condição insegura. O fim de semana já havia registrado outro episódio de carro danificado: no Treino Livre 3, Hamilton recebeu múltiplas instruções para parar o carro avariado.
































