A punição foi aplicada porque o carro de Hadjar já excedeu a quantidade permitida de peças ao longo do ano. Dentro dessa contagem, também entraram componentes usados por Liam Lawson e contabilizados para o carro de Hadjar, ponto que interfere diretamente no total registrado para a temporada.
Regra prevê dez posições no primeiro excesso e cinco nas trocas seguintes
O regulamento da Fórmula 1 estabelece uma escala de punições para quem ultrapassa a alocação de componentes da unidade de potência. O primeiro componente utilizado acima do limite rende perda de dez posições no grid. A partir daí, cada componente adicional acima da cota acrescenta mais cinco lugares de punição.
No caso de Hadjar, a confirmação agora é de uma perda de cinco posições. Isso indica que a penalidade está ligada a um componente adicional dentro de uma sequência de trocas já acima da alocação regulamentar.
A situação também ajuda a explicar por que Hadjar já trabalha com a possibilidade de largar mais para trás e tentar recuperação durante a corrida, em vez de projetar uma disputa a partir das primeiras filas.
Hadjar vê traçado menos favorável para a Red Bull
Ao falar sobre o comportamento esperado do carro, Hadjar comparou características de circuitos recentes e indicou que Sepang tende a ser menos amigável ao pacote da Red Bull. “Acho que Baku era, com certeza, um circuito que teria favorecido o nosso carro”, disse o piloto.
Na sequência, ele projetou um quadro menos competitivo para a próxima pista: “Eu esperaria que fôssemos menos competitivos neste traçado”. A avaliação acrescenta uma dificuldade esportiva à perda de posições no grid, já que a punição chega em um fim de semana no qual o próprio piloto não prevê uma vantagem natural do carro.
Mesmo partindo da parte de trás do grid em relação ao que poderia alcançar sem a sanção, Hadjar vê margem para avançar na prova se o carro responder melhor em ritmo de corrida. “Se tivermos ritmo de corrida, vamos subir”, afirmou.