O momento coloca Adrian Newey sob pressão para elevar o nível do projeto. O engenheiro trabalha num carro que sofreu com falhas severas de confiabilidade ao longo do ano e também com deficiência de potência. Segundo as informações mais recentes, a Honda ainda está 70 hp atrás da Mercedes, enquanto a Aston Martin também perde em velocidade de reta a ponto de ser mais lenta que a Cadillac nesse aspecto.
Mesmo com esse quadro, Coulthard acredita que a equipe pode dar um passo importante. “Eu sigo com a minha linha e com a minha convicção de que eles serão uma das equipes que mais vão evoluir”, afirmou ao projetar a recuperação do time.
Newey critica pontos do projeto e ficou afastado da exposição pública
Newey não encontrou um cenário simples desde que passou a atuar sobre o programa da Aston Martin. Além da pressão por resultados, ele fez críticas à própria equipe e também à Honda durante o trabalho de avaliação do pacote atual.
A resposta interna foi preservar o engenheiro de compromissos com a imprensa, deixando o foco concentrado no desenvolvimento do carro. A cobrança, porém, aumentou à medida que o desempenho em pista ficou aquém do esperado ao longo da temporada.
Atualizações renderam pontos, mas limite do pacote segue evidente
O melhor resultado recente da Aston Martin veio com Fernando Alonso, nono colocado em Zandvoort após a introdução das atualizações ADUO. O resultado mostrou algum avanço pontual, mas não mudou o retrato geral de um carro ainda limitado por problemas mecânicos e pela falta de potência.
Coulthard também evitou fazer uma previsão mais agressiva para o futuro próximo da Aston Martin. “Provavelmente falar em várias vitórias já seria um passo grande demais, mas eles vão melhorar”, disse.
Enquanto tenta reverter o quadro técnico, a equipe já definiu sua formação para 2027. Alonso e Lance Stroll assinaram para seguir na Aston Martin na próxima temporada.