A decisão foi fechada depois de testes realizados por Câmara em Portimão, em agosto, apontados como decisivos para a contratação. A avaliação feita internamente levou a equipe a confirmar o nome do brasileiro para sua estreia na categoria.
O contexto da chegada também inclui a ligação da Haas com a Ferrari no desenvolvimento de jovens pilotos. Além de Câmara, Oliver Bearman também faz parte da Academia de talentos da Ferrari e está inserido nesse ambiente citado pela equipe.
Komatsu cita velocidade e sensibilidade de Câmara no carro
Ayao Komatsu, chefe de equipe da Haas e responsável por comentar a contratação, afirmou que a proposta é trabalhar em cima das características naturais do brasileiro. “Podemos trabalhar com um jovem talento para explorar basicamente a velocidade dele”, disse.
Komatsu também destacou a forma como Câmara respondeu nas avaliações de pista. “O talento do Rafa é muito claro, e a sensibilidade que ele tem no carro é incrível”, afirmou o dirigente da Haas.
As declarações de Komatsu colocam os testes de agosto como etapa central do processo. Foi nesse período, em Portimão, que a equipe reuniu os elementos que pesaram na escolha por Câmara para a vaga de 2027.
Haas diz que quer oferecer ambiente de apoio ao brasileiro
Ao tratar da adaptação de Câmara à Fórmula 1, Komatsu afirmou que a Haas trabalha para montar uma estrutura que facilite a chegada do piloto. “Estamos focados em criar um ambiente em que ele se sinta confortável e apoiado”, declarou.
A Haas descreve essa linha de trabalho como parte de sua filosofia com pilotos em começo de trajetória. A ideia, segundo a equipe, é desenvolver o potencial do estreante dentro de um ambiente que permita evolução desde a entrada na categoria.
Com a confirmação de Câmara para 2027, a Haas passa a ter em seu projeto um segundo nome ligado à Academia da Ferrari, já que Bearman também faz parte do programa de talentos da fabricante italiana.