Segundo os números apresentados, cerca de R$ 1,4 bilhão do total correspondeu ao impacto econômico direto. Outros R$ 894,2 milhões foram associados aos efeitos indiretos gerados pela realização da etapa.
Estudo separa impacto direto, efeito indireto e faturamento
Ao divulgar os dados, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o alcance do GP vai além do que acontece no autódromo durante o fim de semana. “O GP representa muito mais do que os três dias de atividades no Autódromo José Carlos Pace”, informou a administração municipal.
A FGV, responsável pelo estudo, fez uma ressalva sobre a leitura dos números e explicou que o total calculado não deve ser confundido com a receita da organização do evento. “O valor total movimentado não corresponde ao faturamento da organização”, destacou a instituição ao tratar da metodologia usada para medir o impacto econômico.
Essa distinção aparece na própria composição do levantamento, que divide os efeitos do GP entre impacto direto e indireto, em vez de tratar os R$ 2,3 bilhões como receita operacional da prova.
Evento mobilizou 23,7 mil profissionais
Além dos indicadores financeiros, o estudo registra a mobilização de aproximadamente 23,7 mil profissionais ligados à realização do GP de São Paulo. O dado, porém, não representa a criação de empregos permanentes.
O levantamento também relaciona a dimensão do público ao tamanho da operação do evento. Foram mais de 303 mil pessoas presentes ao longo dos três dias, número que acompanha a movimentação econômica e tributária apontada no estudo.
Próxima edição já tem data confirmada
A próxima edição do GP de São Paulo está marcada para acontecer entre 6 e 8 de novembro de 2026. A corrida volta ao calendário após um ano em que o estudo atribuiu ao evento R$ 324,4 milhões em arrecadação tributária, além da divisão entre R$ 1,4 bilhão de impacto direto e R$ 894,2 milhões em efeitos indiretos.