A definição afeta diretamente a reta final do calendário após o Grande Prêmio de São Paulo. A categoria ainda tem uma sequência de três corridas consecutivas: Las Vegas, Catar e Abu Dhabi. Se a situação na região se agravar, existe a possibilidade de Las Vegas se tornar a última etapa do ano.
Imola já iniciou preparação para um possível encaixe no calendário
Imola entrou no radar da Fórmula 1 como alternativa para receber as provas caso seja necessário mudar os planos. Entre os preparativos já em andamento no circuito italiano está a instalação de arquibancadas adicionais.
Essa montagem, porém, ainda pode ser interrompida. Se a situação no Oriente Médio permanecer estável, a estrutura extra em Imola pode ser suspensa, o que indica que a categoria mantém os dois cenários abertos enquanto aguarda uma definição nos próximos dias.
A discussão também passa pela logística de transporte de equipamentos e estruturas usadas pelas equipes, um ponto especialmente sensível em um trecho do campeonato com corridas em sequência e pouco intervalo entre uma etapa e outra.
FIA e Fórmula 1 concentram avaliação sobre segurança
Entre os pilotos, o tom tem sido de aguardar a decisão das autoridades da categoria. Max Verstappen disse confiar no processo conduzido por FIA e Fórmula 1. “Confio que a FIA e a Fórmula 1 vão tomar a decisão certa”, afirmou ao comentar a situação no Oriente Médio.
Toto Wolff, chefe da Mercedes e voz diretamente ligada às discussões sobre segurança do paddock, apontou que a prioridade será a proteção das pessoas envolvidas no evento. “Se ficar mais perigoso, eles serão os primeiros a proteger suas pessoas”, declarou.
Os pilotos, no entanto, não têm acesso a todas as informações sobre a situação na região, e a avaliação final segue concentrada entre FIA e Fórmula 1. Enquanto isso, Imola permanece em estágio de prontidão, com preparativos já iniciados e sujeitos a interrupção caso as etapas do Catar e de Abu Dhabi sejam mantidas.