O movimento da equipe ocorre após Flavio Briatore, consultor da Alpine, contestar a participação de Filippo Marchino no painel que julgou o caso. Segundo Briatore, a equipe só soube depois da audiência de informações que, na visão da Alpine, colocam em dúvida a independência do integrante da corte.
Questionamento da Alpine mira composição do painel
Briatore afirmou que Marchino “teria ligações com a McLaren”, ponto que passou a ser o centro da insatisfação da Alpine com a decisão. A crítica não trata diretamente das punições aplicadas a Gasly, mas da formação do painel que analisou o recurso e decidiu restaurar as duas sanções.
Do outro lado, Andrea Stella, chefe da McLaren, reagiu às declarações de Briatore e classificou os comentários como “insultantes”.
A Alpine sustenta que tomou conhecimento dessas informações apenas depois da audiência. Esse detalhe é relevante porque, pelas regras do processo, os juízes devem ser identificados antes do início do caso, e eventuais objeções à composição do painel precisam ser apresentadas nesse momento.
Quais caminhos ainda estão abertos
O regulamento da FIA prevê pedido de revisão quando surgem novas evidências relevantes, e esse é um dos caminhos avaliados pela Alpine. Ao mesmo tempo, o próprio procedimento estabelece que contestações sobre os juízes devem ser feitas antes do começo do processo, o que não ocorreu neste caso.
Isso significa que a alegação de Briatore sobre a falta de conhecimento prévio não garante, por si só, que um novo pedido será aceito. Ainda assim, a equipe tem prazo até 30 de novembro de 2026 para solicitar a revisão da decisão.
Se os recursos internos forem esgotados, as regras da FIA também permitem que o caso seja levado a outro tribunal. Até aqui, o efeito concreto da decisão da Corte Internacional de Apelação foi a devolução do terceiro lugar a Hadjar e a revisão do resultado final da corrida com as duas punições recolocadas no tempo total de Gasly.