A batida aconteceu no fim da sexta volta, logo depois de um período de safety car. Na avaliação oficial, Bortoleto freou bruscamente na curva 16, Albon, que vinha imediatamente atrás, acertou a traseira do carro do brasileiro, e Bottas acabou sem espaço para evitar o contato com a Williams de Bortoleto na sequência.
Efeito sanfona e pista úmida pesaram na decisão
Os comissários entenderam que o acidente foi provocado pelo efeito sanfona na fila de carros, em um cenário agravado pelas condições úmidas da pista. Esse contexto foi tratado como central para explicar por que a colisão não foi atribuída de forma exclusiva a um dos três envolvidos.
A análise também apontou que Albon poderia ter evitado o impacto se tivesse previsto a desaceleração repentina de Bortoleto. Mesmo assim, a avaliação final não considerou o suficiente para justificar uma punição ao piloto. Depois do acidente, Albon resumiu sua visão do lance: “Não tinha como evitar a batida na traseira do carro da Audi.”
Bortoleto chegou a ficar perto de uma punição de tempo
Na mesma apuração, os comissários indicaram que Bortoleto provavelmente receberia uma punição de cinco segundos se não tivesse abandonado a Sprint. Ainda assim, a sanção não foi formalizada, e o caso foi encerrado sem consequência para a corrida seguinte.
No caso de Bottas, a decisão seguiu a mesma linha. Os comissários avaliaram que, depois do primeiro toque entre Bortoleto e Albon, o piloto não teve como evitar o carro da Williams. A leitura oficial, portanto, foi de uma sequência de eventos gerada pela desaceleração no pelotão em pista molhada, e não de uma infração individual suficiente para levar qualquer um dos três ao fim do grid.